segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Replay Cine #01: Quarteto Fantástico (2015)


Olá, este é o primeiro post do quadro que tem como foco a apresentação de resenhas sobre filmes que estejam em cartaz no cinema. Com uma demanda periódica o quadro é feito a partir dos longas assistidos pela equipe do blog.

Sem delongas, o primeiro “Replay Cine” traz a resenha do longa “Quarteto Fantástico” (2015). Então aperte morfar e veja a opinião do esquadrão.

O trabalho é separado em três partes – roteiro, produção e personagens – para melhor compressão e assimilação sobre a película.

Roteiro: Escrito por Simon Kinberg – provavelmente um profundo conhecedor de quadrinhos – com tons mais sérios e sombrios, o longa se diferencia ao estilo adotado pela Marvel Studios para seu próprios filmes. A história basicamente é sobre a origem do super grupo adaptando elementos existentes no universo Ultimate dos quadrinhos da Marvel e assim se distanciando da versão cômica de 2005 produzida também pelo estúdio Fox. Outro diferencial no roteiro é o uso de aspectos do gênero Sci-Fi (ficção científica) no enredo aliada a tons de terror. A única falha no roteiro é o pouco uso de cenas exteriores com ambientes abertos, basicamente é visto durante o longa locações de laboratório e base militar, além disso, a intimidade um pouco tanto fria e cega entre os personagens. No entanto, nenhum desses fatores estraga por completo o filme, porque a proposta aparente é contar o início de uma jornada envolvendo os quatro jovens super-heróis.

Produção: Com direção de Josh Trank, o filme apresenta visualmente um Quarteto com certo diferencial e interessantes, devido o fato de serem jovens e imaturos os componentes do grupo. É impossível não notar a influência de outro filme produzido pelo diretor, “Poder Sem Limites (Chronicle). Trank soube adaptar o roteiro ao seu estilo de direção e aplicação de efeitos especiais, se aproveitando do fato de o longa ser profundamente um Sci-Fi. No entanto, esse tenha sido o problema apontado por muitos críticos e inclusive os fãs, pois o diretor tentou trazer um tom de realidade a uma equipe de indivíduos superdotados e ficcionais. Porém lembramos que isso não é uma falha muito grave, porque a Marvel sempre trouxe problemas e situações reais para os seus personagens nos quadrinhos. O incrível é que tudo isso começou com o próprio Quarteto Fantástico de Stan Lee e Jack Kirby.

ALERTA: possível spoiler a frente!


Personagens: Os componentes do Quarteto Fantástico muitos já conhecem, porém o novo filme traz perspectivas diferentes sobre os mesmos indivíduos. Como já dito antes, o longa apresenta uma versão mais jovem e um tanto imatura dos personagens originais.

Reed Richards (Miles Teller) é um jovem sonhador e muito inteligente, porém esse segundo adjetivo nunca foi bem visto pelos seus professores e inclusive seus pais. O seu único refúgio foi a amizade construída com Ben Grimm desde a infância, que sempre incentivou ele na busca por seu sonho. O mesmo foi encontrado quando Reed foi alistado para a equipe sênior de cientistas do Doutor Franklin Storm do Instituto Baxter.

Ben Grimm (Jamie Bell) é o caçula de uma família dona de um ferro velho, sempre sofreu bullying por parte do irmão o transformando numa pessoa distante e retraída perante a sociedade, isso muda quando sua amizade com Reed Richards é iniciada. No filme, a amizade é testada devido a transformação sofrida durante a viagem dimensional.

Sue (Kate Mara) e Johnny Storm (Michael B. Jordan), filhos do Doutor Franklin Storm – sendo Sue filha adotiva do cientista – a fraternidade dos personagens é a típica rivalidade entre irmãos sanguíneos principalmente por apresentarem focos e motivações diferentes entre eles. Sue é superinteligente – tanto quanto Richards – resolveu trilhar o mesmo caminho do pai para a ciência, provando assim certo ciúme por parte de Johnny, já ele é o rebelde, sonhador e a parte impulsiva da família Storm, no entanto seu talento para mecânica é o que aproxima novamente de seu pai e irmã durante o filme.

Victor Von Doom (Toby Kebbel), um indivíduo problemático e sonhador que foi recrutado logo cedo pelo Instituto Baxter e dado início ao projeto de viagem dimensional, porém o trabalho foi apenas concluído com a chegada de Reed Richards, por essa razão – além da repentina aproximação entre Sue e Reed - que sua rivalidade começou com o futuro Senhor Fantástico.

Uma menção especial ao Dr. Franklin Storm (Reg E. Cathey), cientista e responsável pelo Instituto Baxter para jovens cientistas. Ele é o elo de união para a formação do Quarteto Fantástico, não como uma equipe de heróis, mas como uma família.

Considerações finais: Concluímos que o novo filme sobre o Quarteto Fantástico produzido pelo estúdio Fox é totalmente diferente e interessante em comparação as produções anteriores do super-grupo, e que os elementos de Sci-Fi não estragaram o longa, apenas deu outra cara para um filme de super-heróis. E por fim, as críticas apontadas por sites e críticos especializados em cinema não são válidas para considerar o filme um completo fracasso.

Pra encerrar fique com esse veredito feito pelo grupo do Omelete.




Dirigo por: Josh Trank
Roteiro: Simon Kinberg
Elenco: Miles Teller, Kate Mara, Michael B. Jordan, Jamie Bell e Toby Kebbel

Gênero: Fantasia, aventura, ação
Duração: 100 min
Sinopse: Quatro adolescentes são conhecidos pela inteligência e pelas dificuldades de inserção social. Juntos, são enviados a uma missão perigosa em uma dimensão alternativa. Quando os planos falham, eles retornam à Terra com sérias alterações corporais. Munidos desses poderes especiais, eles se tornam o Senhor Fantástico (Miles Teller), a Mulher Invisível (Kate Mara), o Tocha Humana (Michael B. Jordan) e o Coisa (Jamie Bell). O grupo se une para proteger a humanidade do ataque do Doutor Destino (Toby Kebbell).



Então, assistiu o filme no final de semana? Qual sua opinião? Concorda ou discorda? Comente logo abaixo e até a próxima no quadro Replay Cine.

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