quarta-feira, 13 de abril de 2016

Morphin #17 - Filmes gospel: mercadoria capitalista ou evangelismo inovador?


Olá, hoje vamos ter uma conversa tranquila, mas super importante. Então aperte morfar e #partiu bate-papo.

A juventude é uma geração cheia de energia e para gastar toda essa carga extra o entretenimento é a melhor opção. Para tanto, festas, shows, esportes, cinema e etc., são algumas das opções escolhidas pelos jovens. O cristão não está fora deste circuíto, porém os eventos ou entretenimento são mais específicos para o nicho. Neste sentido, vamos falar de um em especial, o cinema – nossa equipe é apaixonada pela 7 arte (risos).

Como o cinema é chamado também de 7 arte, não é brincadeira pensar que ela atrai jovens e mais jovens a cada anos – inclua nessa equação crianças e idosos – e com o cristão não é diferente, pois além de tudo somos humanos e precisamos distrair a mente com algo. Sobre isso, o cinema é carregado de um panteão de filmes dos mais vários estilos, desde os mais assustadores até os mais ruim – sempre havendo pessoas que adoram aquela produção – dentro disso o mercado gospel também está presente e é aqui que nossa conversa se concentra.

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Nos Estados Unidos, já é bem comum filmes exclusivos para este nicho, sendo feito desde salas de cinema convencionais até teatro ou auditório. No Brasil, essa realidade é um pouco recente na perspectiva das salas de cinema, porém seria mentira afirmar que a industria cinematográfica não levava filmes religiosos para nosso país. Uma hora ou outra tinha em cartaz produções hollywoodiana dentro do nicho gospel, no entanto sempre era uma representação dos tempos bíblicos. Nada contra essas produções, porém sempre tinha um erro no contexto existente na Bíblia, não era exatamente heresia, apenas complementações na história e que servem apenas para incrementar o filme no final das contas.

No entanto, nos últimos anos produções genuinamente cristãs – ou gospel se preferir assim – vem aparecendo e ganhando espaço nas salas do cinema, assim concorrendo diretamente com os filmes seculares que também gostamos de ver. Um detalhe vai para o longa “Deus não está morto” de 2014 produzido pela Pure Flix, basicamente ele foi o primeiro entre filmes gospel de temática moderna a ganhar espaço nas telonas comerciais do Brasil, depois dele vários outros vem ganhando as mesmas proporções midiáticas. Literalmente caiu no gosto dos cinemas brasileiro.

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O roteiro das produções é simplesmente o mesmo entre os filmes, tendo apenas algumas variações no seu contexto geral, mas a fórmula é sempre redondinha – quadrada, se você for um crente clássico – Sobre isso, mesmo sendo produções cristãs há pessoas que não gostam por causa da simplicidade retratada e a repetição de roteiro em todos os filmes, afirmando serem produtos fracos em comparação aos seus concorrentes hollywoodianos. Neste sentido entramos num questionamento interessante: os filmes gospel devem ser tratado simplesmente como mercadoria capitalista para uma geração que vive de entretenimento, invés de um mecânico inovador – e altamente apreciado pelos jovens – para um evangelismo diferenciado, que pode trazer resultado satisfatório para o Reino do Senhor?

Bem, nós do Evangelion Rangers acreditamos no evangelismo tradicional, assim como o novo realizado pela internet, e da mesma forma apreciamos filmes e seriados dentro do nicho, no entanto temos a visão que isso não deve ficar apenas para nós cristãos, mas deve ser apresentado para o mundo e assim provocando um evangelismo inusitado e com bons frutos.

Nisto encerramos mais uma conversa, porém deixamos a resposta aberta para você expressar sua opinião, pois adoraríamos saber sua visão sobre a temática. Para tanto, esperamos suas dúvidas ou sugestões no espaço logo abaixo. E aguardamos seu retorno no próximo Morphin, inter!

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