segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Replay Cine #20 - Esquadrão Suicida


Olá, neste final assistimos o tão esperado filme da DC em parceira com a Warner Bros sobre uma equipe de vilões. Aperte morfar e confira nossa resenha, escrita por nosso ranger, Neandr Andrade.

Depois dos eventos de Man of Steal , Batman vs Superman e a real ameaça de meta-humanos, o governo dos EUA, personificada na figura de Amanda Waller, recruta os piores dos piores criminosos para sair em uma missão suicida em troca de reduções em suas penas e um ou outro benefício, enfrentando assim uma entidade aparentemente impossível de se derrotar. Temos aqui o nosso plot principal.

A direção é de David Ayer, ele foi escolhido para direção de Esquadrão Suicida logo após o sucesso de Fury (2014) – Corações de Ferro, filme que teve ótima recepção pela crítica e levando em conta que o universo DC tem um tom mais sombrio, cheio de drama e com uma “seriedade” mais acentuada, David Ayer parecia a pessoa perfeita para o trabalho. Mas eventos inesperados mudariam toda essa ótica.

O primeiro ponto aconteceu em fevereiro de 2016 com a estreia de Deadpool, filme com um tom bem brincalhão, debochado e “cafajeste” que teve uma ótima aceitação da crítica especializada e pelo grande público. E o segundo ponto, em março de 2016, com Batman vs Superman, filme que teve uma grande rejeição da crítica. Esses dois eventos mudaram a perspectiva da DC que resolveu regravar e remontar um filme que estava praticamente pronto. O resultado disso foi um filme que parece um tecido remendado e a partir de agora vamos tratar os “atos” do filme como “remendos”, vamos lá:

Primeiro remendo
Nesse primeiro ato o filme tem um tom muito bom, a Amanda Waller começa a apresentar os personagens e o filme segue uma sequência como se fosse um dossiê. Isso funciona muito bem, o ritmo é ótimo mostrando o lado “patife” e psicopata de todos os recrutados, embalados por uma ótima trilha sonora e sempre com uma “boa pitada” de Batman em uma cena aqui e outra ali.

Segundo remendo
Pois bem, o que havia funcionado muito bem, com uma primeira parte que propunha um filme bem humorado e cafajeste, mostrando a escória da humanidade, os piores dos piores, aqui começa a se esbarrar em uma ação clichê e genérica, um vilão que não funciona e com um drama que não conversa com o primeiro ato. Cadê aqueles vilões que não se importam com nada que não sejam eles mesmos? Nessa parte além de muita ação clichê uma atrás da outra, os vilões mais cretinos de todos os tempos começam a estabelecer uma irmandade que não foi vendida naquela ótima primeira parte do filme e nem nos ótimos trailers antes do lançamento.

Terceiro remendo
Mais do segundo remendo, só que com muita computação gráfica.

Contudo, o filme tem boas coisas a apresentar.
Harley Quinn/Arlequina: interpretada pela lindíssima Margot Robbie, é com certeza o ponto mais alto de toda a trama. Sua personagem convence, aqui Margot encarnou a Arlequina de forma memorável. Linda, deslumbrante, com carisma, tem um ótimo timing, humor e dá “liga” com quem quer que contracene. Resumindo Arlequina/Margot em uma palavra diríamos “Fantástica!”

Amanda Waller: Viola Davis também está ótima no papel. Ela tem bem o estilo “chefe”, aquela mulher imponente que mostra quem manda na “parada” toda. Ela já fez isso interpretando a Annalise Keating em How to Get Away with Murder e faz de modo bem competente aqui novamente.

Deadshot/Pistoleiro: Will Smith está muito bem, na verdade aqui temos Will Smith sendo Will Smith e todos adoram isso. É bem típico do Will esse tipo de personagem e ele tira de letra, porém tenho uma ressalva aqui. Para um filme de equipe, o que deveria ser mais preponderante é a equipe e não um único personagem.

Pontos Horríveis
Joker/Coringa: Jared Leto conseguiu emplacar o Coringa mais desinteressante da história. Depois de sair da sessão do filme fiquei me perguntando, como a Arlequina se apaixonou por ele se ela é milhões de vezes mais interessante? Talvez o pouco tempo de tela tenha contribuído para o mau desempenho, no entanto o pouco tempo visto é bem “sem sal” e monótono.

Personagens mal desenvolvidos: em Esquadrão Suicida, o que mais se tem são personagens mal desenvolvidos, ou se quer minimamente desenvolvido. Isso se deve a má escolha de focar o filme no personagem do Pistoleiro e sobre tudo a um enredo ruim e uma direção perdida.

Concluindo, Esquadrão Suicida foi vendido de um jeito e entregue de outro totalmente diferente. É um filme que não se encontra, em outras palavras, perdido na medida do tom, ritmo, enredo e direção. Tem uma boa trilha sonora – boa que serve de muleta – e bons atores que entregam o melhor possível para um filme bem mais ou menos, na verdade, bem mais pra menos.

Se vale a pena assistir? Pela Margot Robbie como Arlequina vale muito, é só!

FICHA TÉCNICA
Direção: David Ayer
Roteiro: David Ayer
Elenco: Will Smith, Jared Letto, Margot Robbie, Joel Kinnaman, Viola Davis, Jai Courtney, Jay Hernandez e outros
Gênero: Ação Fantasia
Duração: 130 minutos (2h10min)
Sinopse:
Após a aparição do Superman, a agente Amanda Waller (Viola Davis) está convencida que o governo americano precisa ter sua própria equipe de metahumanos, para combater possíveis ameaças. Para tanto ela cria o projeto do Esquadrão Suicida, onde perigosos vilões encarcerados são obrigados a executar missões a mando do governo. Caso sejam bem-sucedidos, eles têm suas penas abreviadas em 10 anos. Caso contrário, simplesmente morrem. O grupo é autorizado pelo governo após o súbito ataque de Magia (Cara Delevingne), uma das "convocadas" por Amanda, que se volta contra ela. Desta forma, Pistoleiro (Will Smith), Arlequina (Margot Robbie), Capitão Bumerangue (Jai Courtney), Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), El Diablo (Jay Hernandez) e Amarra (Adam Beach) são convocados para a missão. Paralelamente, o Coringa (Jared Leto) aproveita a oportunidade para tentar resgatar o amor de sua vida: Arlequina.  

TRAILER


GALERIA

Está foi nossa resenha sobre Esquadrão Suícida, o que achou? Concorda ou discorda? Deixe sua opinião nos comentários logo abaixo. Para dúvidas ou sugestões também. Inter!

Um comentário:

  1. Concordo plenamente com a resenha, e ainda digo mais sobre os remendos: Cria-se uma super equipe pra resolver um problema, que ate entao nao existe ate se criar a equipe e parte dela ser o problema.
    O filme decepcionou muito no quesito história!

    ResponderExcluir