Olá, o nosso
pseudo-crítico oficial, Neandr Andrade, assistiu ao novo filme da
Marvel e terceiro longa solo do herói e trouxe sua resenha, então
aperte morfar e confira.
O mundo está assustado
após danos em incidentes que envolvem os Vingadores. O governo
pretende implantar um tratado de responsabilidade para controlar as
ações dos Vingadores. Steve Rogers é contra essa iniciativa do
governo, por outro lado Tony Stark é a favor desse tratado. Alianças
são feitas para com as razões do Steve Rogers, enquanto outras são
estabelecidas para o lado do Tony Stark. Assim, temos o confronto de
duas causas fortes com personagens super-poderosos de ambos os lados
equilibrando forças e apresentando uma nova perspectiva para o
telespectador, tanto o amante da HQ, como o amante dos estúdios
Marvel nas telonas.
Direção
A Direção é dos
irmãos Russo e podemos dizer que eles são os meninos de ouro dos
estúdios Marvel, não é atoa que a eles foram confiados os dois
próximos filmes dos Vingadores. O ritmo narrativo do filme é
excelente fazendo de forma bem natural o papel primordial desse filme
que é a continuidade do último filme do Capitão América: o
Soldado Invernal. O afeto fraterno entre o Steve Rogers (Capitão
América) e o Buck (Soldado Invernal) e a relação de longa data dos
personagens é que movimenta bem a trama e apenas após um evento bem
significativo, sendo este o elemento fez a “Guerra Civil”
estourar. Isso é muito bom, pois o novo longa do Capitão é
realmente um filme do Capitão América e não uma produção dos
Vingadores disfarçado. O filme é muito coerente em questões que
nele mesmo é proposto como heroísmo vs vigilantismo e liberdade vs
responsabilidade. Essa coerência consegue envolver bem o
telespectador que possivelmente pode achar carisma por ambos os
conflitos, pois os dois pontos de vistas são compreensíveis e
justificam bem as decisões e atitudes tomadas pelos lados envolvidos
neste embate.
Personagens
Um dos grandes desafios
desse filme é equilibrar bem as forças de ambos os lados de modo
que um lado não fique mais fraco que o outro, fazendo que a história
seja empurrada a diante.
A Feiticeira Escarlate
interpretada por Elizabeth Olsen, está tentando se resolver com as
consequências de seus poderes. Já, o Visão por Paul Bettany, está
em sua busca para entender elementos do comportamento humano, o que
dá um certo tom de graça ao filme.
A Viúva Negra por
Scarlett Johansson, é quem melhor representa o conflito moral dessa
trama, pois ela é a personagem que está mais em cima do muro. No
caso do Homem Formiga de Paul Rudd, tem ótimas cenas de ação e dá
um tom cômico ao filme que leva o mais carrancudo da plateia a ser
arrebatado por essa simpatia.
O Gavião Arqueiro por
Jeremy Renner, é um problema no filme, na verdade já era nos outros
filmes. O personagem tem problemas de desenvolvimento que apesar de
ter sido desenrolado em A Era de Ultron, ele ainda é uma questão a
ser trabalhado.
O Pantera Negra por
Chadwick Boseman, é um dos melhores personagens do filme. Ele não é
gratuito, não está ali por motivações envolvendo política,
amizade, ou diplomáticas. Ele tem seus próprios objetivos e isso
faz dele certamente o super-herói mais imponente dessa trama, o
uniforme dele está irretocável passando bem essa imponência de que
estou falando e nessa batalha, se existe um personagem que eu não
gostaria de enfrentar seria o Pantera Negra. Estou ansioso para ver
uma história de origem dele.
O Homem-Aranha por Tom
Holland ...putzzz! É oficial, temos o melhor Homem-Aranha dos
Cinemas. Ele representa bem o que é o Homem-Aranha das HQs, ele não
é velho de mais como o antes representado pelo Tobey Maguire e nem
aquele Homem-Aranha descolado, todo skatista com o cabelo
arrepiadinho representado pelo Andrew Garfield. Ele é o Homem-Aranha
das HQs, o nerd de cabelinho lambido para o lado, gênio e
adolescente. Ele é sem dúvida a melhor coisa do filme, suas lutas
são elegantemente performáticas, seus diálogos são
engraçadíssimos com aquele humor bem típico do Homem-Aranha
quadrinhesco.
O Capitão América dos
Cinemas por Chris Evans, (observe que eu disse DOS CINEMAS), nunca
foi o personagem mais interessante e nem o mais carismático. Mas
vale ressaltar que a interpretação de Chris Evans está muito boa,
muito mais afiada do que de costume. Isso se deve ao posicionamento
do Capitão em relação ao conflito que faz dele um pouco menos
"escoteiro", elevando o personagem, munindo melhor o ator e
fazendo com que seja bem mais carismático.
O Homem de Ferro
representado pelo Robert Downey Jr. nunca esteve tão temperamental,
sombrio e vulnerável. Ele sente todos os problemas causados pelas as
ações anteriores dos Vingadores e temos que dá honra a quem merece
honra ... o Robert Downey Jr. é um excelente ator.
O (Barão) Zemo, o
"vilão principal" interpretado por Daniel Bruhl é um dos
grandes problemas do filme. Apesar de Bruhl ser um bom ator e trazer
até uma boa interpretação para o (Barão) Zemo, que até tem
motivações. No entanto é inegável que o plano dele não faz muito
sentido e para o plano ser concretizado é necessário uma cadeia de
eventos que beiram a coincidência e o filme teria fluido
perfeitamente sem ele, o que faz a aparição dele quase que
gratuita. A Marvel está devendo aos cinemas um vilão forte, o que
não acontece desde o Loki.
O Conflito
O conflito entre o
Steve Rogers e o Tony Stark é muito recompensador. As farpas
trocadas entre eles são faíscas que vemos desde os primeiros
encontros entre esses dois personagens, desenvolvidas desde o
primeiro filme dos Vingadores. Já em Guerra Civil, o conflito entre
o Capitão América e o Homem de Ferro é uma coisa esperada desde
antes, quando no primeiro filme de Os Vingadores o Capitão se
estranha com o Tony e diz mais ou menos assim ..."coloca sua
armadura e vamos nos acertar lá fora"...e para o delírio dos
fãs isso acontece aqui. O embate entre esses o Capitão e o Homem de
Ferro é um dos pontos mais fortes do filme, quando o "pau
quebra" entre os dois é muito gratificante.
A ação
A ação de Guerra
Civil é espetacular. Aqui temos uma ação em escala menor, real,
humana e possível, muito bem lapidada com efeitos especiais. A
impressão que é passada nas cenas é de que o telespectador está
dentro dela. Mudou a escala, o paradigma, algo que lembra muito os
filmes antigos da franquia do Jason Bourne. Ação de "câmera
na mão" faz com que o CGI seja indispensável e não gratuito. Nesse novo filme do
Capitão América o grande trunfo é trazer todos os elementos do
filme para o íntimo e pessoal, e toda ação é próxima do
telespectador. Os irmãos Russo filmam tão bem, que espantam, aqui
eles (os personagens) partem "pro braço" mesmo e tiram o
fôlego da plateia em cada tomada. É essa experiência que se espera
de um filme de ação.
Conclusão
Capitão América:
Guerra Civil é tão bom, mas tão bom que eu tenho a sensação de
que os filmes de heróis daqui para frente terão que rever seus
conceitos e em certos casos de filmes que estão em produção terão
que voltar e rever tudo, pois o nível ficou elevadíssimo. A Marvel
aumentou os parâmetros para esse segmento. A Guerra Civil apesar de
ser um filme do Capitão América, é também um filme que
Vingadores: a era de Ultron deveria ter sido com seus pontos de
atrito e pontos de contato. Resumindo, Capitão América: Guerra
Civil é extraordinário e só aumenta a expectativa para “Infinity
War”.
Direção: Joe e Anthony Russo;
Roteiro: Christopher Markus e Stephen
McFeely;
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr.,
Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Anthony Mackie, Don Cheadle,
Jeremy Renner, Chadwick Boseman, Paul Bettany, Elizabeth Olsen,
Paul Rudd e outros;
Gênero: Ação, aventura e comédia
Duração: 155 minutos (2h35min)
Sinopse: Steve Rogers (Chris Evans) é o
atual líder dos Vingadores, super-grupo de heróis formado por
Viúva Negra (Scarlett Johansson), Feiticeira Escarlate (Elizabeth
Olsen), Visão (Paul Bettany), Falcão (Anthony Mackie) e Máquina
de Combate (Don Cheadle). O ataque de Ultron fez com que os
políticos buscassem algum meio de controlar os super-heróis, já
que seus atos afetam toda a humanidade. Tal decisão coloca o
Capitão América em rota de colisão com Tony Stark (Robert
Downey Jr.), o Homem de Ferro.
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Trailer
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Esta foi nossa resenha
sobre o novo filme da Marvel Studios, esperamos que tenha gostado e
aguardamos o seu retorno novamente em nosso quadro Replay Cine.
Duvidas ou sugestões comente logo abaixo, inter!










Eai Neandr Andrade, blz cara.
ResponderExcluirCara curtir muito a sua resenha! Tbém estou com a impressão de que, os futuros filmes de super-heróis deverão rever alguns conceitos de produção e mais ainda, de roteirização. Guerra civil conseguiu atrair o público com uma trama cheia de ação, comédia e sem um grande vilão. Mas quem precisa de um grande vilão, quando se tem uma tremenda treta entre os vingadores, no filme do capitão América? Pra quê, um grande vilão quando há um conflito ideológico entre Steve Rogers e Tony Stark? Qual a necessidade de um grande vilão, quando junta-se a Feiticeira Escarlate, o Visão, a Viúva Negra, o Homem Formiga, o Gavião Arqueiro, o Pantera Negra, o Homem-Aranha (concordo! O melhor homem aranha dos cinemas), o Homem de Ferro num filme do Capitão América? No filme há o (Barão) Zemo, que personifica o mal necessário por trás dos acontecimentos que motivaram o fight entre os super-heróis. Porém como o Neandr afirma em sua resenha, o "Barão" Zemo não é um vilão forte. Acredito que o conflito entre Tony Stark e Steve Rogers poderia ter se desencadeado sem a participação de Zemo. Sabe-se que Rogers já estava relutante em assinar qualquer documento em que, cederia-se poderes para uma ingerência das Nações Unidas nas ações dos Vingadores, isto antes das ações de Zemo. Entretanto tenho que destaca que a maior contribuição de Zemo foi reunir Bucky Barnes, Tony Stark e Steve Rogers numa antiga base militar russa, numas das melhores cenas do filme, a briga entre estes três personagens. Portanto Guerra civil é uma guerra entre dois super-heróis, de tempos diferentes, de mentalidades totalmente oposta e de razões particulares. Estas razões foram e sempre serão o motivo de confronto e atração entre o Homem de ferro e o Capitão América.
Att,
Tiago R. Labre
Grande Tiago... falou muito melhor que eu.
ExcluirFico feliz com o seu comentário e os adendos que fez, valeu a força e o prestígio, mano!
Deus te faça feliz!